O charme da minissérie está na dinâmica desse grupo, já que muitos deles pertencem a eras em que sequer se bicavam: um Capitão América retirado de uma fase em que estava desiludido e quebrado espiritualmente. Jaqueta Amarela, um Hank Pym em sua fase mais instável e mentalmente perturbada, logo quando assumiu essa identidade. Vespa, a líder madura da equipe, que precisa lidar com o choque de ver o ex-marido em seu pior momento. Gavião Arqueiro da era logo após a Guerra Kree-Skrull, ainda rebelde e cheio de marra. Clint Barton de outra época, quando usava o soro de crescimento do Pym (sim, há dois Clint Bartons na equipe por um tempo!). Genis-Vell/Capitão Marvel: o filho de Mar-Vell, vindo de um futuro próximo. Soprano: ex-vilã dos Thunderbolts, aqui já consagrada como uma vingadora heroica do amanhã.
A história se divide em missões épicas através das eras da Marvel para desmascarar os planos de Immortus e de seus mestres, os Guardiões do Tempo. Os heróis viajam desde o Velho Oeste até o fim dos tempos, passando pela Guerra Kree-Skrull e realidades alternativas distópicas. O grande trunfo do roteiro foi usar a viagem no tempo não apenas como desculpa para ação, mas para consertar furos de roteiro e incongruências cronológicas que a Marvel acumulou nos 35 anos anteriores. Histórias confusas (como a saga The Crossing) ganharam novas explicações lógicas que respeitavam o passado das personagens.



